domingo, 9 de outubro de 2016

OUTONO ESTIVAL

Há já uns dias que o Verão nos deixou , mas o sol insiste em presentear-nos com o seu aparecimento refletindo, todavia, já um pouco  de debilidade. Assim, o Outono parece, também, querer agraciar-nos com a possibilidade de uns passeios, terrestres, marítimos ou até de avião, para ganharmos resistência para as intempéries do Inverno. Nada mais apetecível do que um dia passado num rio, no mar ou numa praia fluvial  confortavelmente instalados num catamaran, rodeados de amigos, bela gastronomia, deslizante e fresca bebida, não se pondo de lado uma certa hilaridade que empresta um  cunho  colorido a todo este ambiente. Isto aconteceu ontem na belíssima península de El-Grove, Galiza - Espanha- num almoço desinibido  e de descontração. Também foi feita uma visita relâmpago a La-Toja, conceituada pela sua situação, gastronomia monumentos, destacando-se a Igreja das Conchas e a nível comercial a famosa fábrica  de sabonetes e gel de banho. Um sítio bem escolhido para uma despedida do sol e do tempo ameno de que se gosta.
 




















quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ALGUMAS FIGURAS CARISMÁTICAS DO PORTO

Tanto no Porto como em todas as outras cidades, vilas e lugarejos existe sempre uma ou mais figuras carismáticas que muito pelo seu peculiar tipicismo fazem parte do quotidiano das mesmas e atravessam gerações. Geralmente são figuras populares conhecedoras empiricamente do que a vida é,e que de certa maneira deixam algo para pensar depois do seu desaparecimento. Algumas delas ainda estarão presentes na mente dos Portuenses, nomeadamente o “ Pipocas”, ardina de aspeto pícnico que todos os dias percorria os sítios mais centrais do Porto com uma saca de serapilheira a tiracolo, do interior da qual, por mérito do seu apergoamento, saíam para compra os jornais diários da época ( hoje esta profissão a que chamavam de “ardina” está extinta, assim como alguns jornais que a referida figura emblemática transportava). Noutra vertente um pouco mais ousada havia o “Carlinhos da Sé” que muitos injuriavam pela sua apresentação efiminada e provocatória. Vendia também numa zona problemática da Sé roupa interior de senhora, exibindo-se sempre muito efeminadamente. Também dentro do mesmo género se ouvia falar do “Rosinhas, o prostituto “ que nuns socos altos e de avental rendado se exibia à porta do Bolhão, e indo nos dias dos Finados percorrer o cemitério, num meneio de cima a baixo, vendendo velas. A “Mamuda” de apelido atrbuído aos seus dotes peitorais e dona do restaurante Montenegro na rua do Campinho, aí juntava figuras notáveis como individuos que trabalhavam no extinto jornal “ o Século”, pessoas ligadas ao teatro e ao fado como o saudoso Vasco Santana, Raúl Solnado e Amália Rodrigues entre outros. Na Ribeira do lado do Porto o “Frita Lêndias” que preparava deliciosas iscas de bacalhau confecionadas sempre com um gesto pouco recomendável para o trabalho em questão, ou seja, continuamente coçava a cabeça. Noutro plano poder-se-à referir o velho Élio (Hélio ?) de Amorim de apresentação sui generis , podendo-se chamar hoje um metrossexual ligado ao sector dos carpélios , aficcionado pelas corridas de automóveis, viaturas de alta cilindrada e vamps. Também foi uma figua que deixou recordações o famoso Pedro Sem”, mas a figura mais positiva e altruísta da cidade foi, sem duvida, o “Duque da Ribeira” adaptação criada pela sua mãe do seu verdadeiro nome Deocleciano Monteiro. Barqueiro de profissão criado e nascido na Ribeira do Porto, muito cedo em convívio com as águas do Douro, aos onze anos salvou um homem de morrer afogado sendo a partir daí um constante salvador de vidas até mais ou menos aos 94 anos, idade da sua morte. Foi alvo de diversas homenagens, condecorações e honras, dando-se como exemplo o seu nome dado à praça junto à Ponte Luís I onde se encontra uma lápide com o seu busto;um dos primeiro bares da Ribeira tem o seu nome( de onde era frequentador assíduo) e foi elevado ao estatuto de figura pública convivendo com diversas personalidades portuguesas e estrangeiras. Provavelmente muitas mais figuras emblemáticas haverá para lembrar, anteriores ou posteriores a estas





sábado, 1 de outubro de 2016

DIA DO IDOSO - 1 de Outubro

Neste dia, os Idosos, atualmente chamados  Séniores,  são lembrados de uma maneira muito particular, principalmente desde a altura em que a ONU resolveu instituir este como o seu dia.
Mas bom seria que o mesmo reparo e atenção para a dita faixa etária se repetisse ao longo dos outros 364(ou 365) dias, com convicção , carinho e sem o cariz de que a terceira idade é um fardo para a Sociedade. Deve ser lembrada a frustração dos idosos que, ainda estando dentro das suas faculdades mentais, facilmente compreenderão e analisarão o seu papel na sociedade, enquanto válidos, e agora, de acordo com a lei natural da vida, estão à mercê de outros nem sempre os mais adaptados para tal.
 
Visitei há dias uma pessoa amiga, que por imposição da família está integrada nas vossas residências da Rua do Breiner, Porto, e gostei de ver o carinho e a maneira como a educadora cultural "puxava" pelas suas meninas para a realização de um mural alusivo ao dia do Idoso. O resultado foi muito positivo, de tal forma, que pedi para fazer uma foto. A mesma compõe-se  de um lindo poema e bem assim da uma arvore postada, a seu lado ,em que as folhas enrugadas e a soltarem-se da arvore são as  próprias mãos das Senhoras que compunham o grupo. Quem sabe, se para o ano, uma das minhas mãos faça, também, parte desta árvore?
Como Associada dessa Instituição, apresento o meu apreço por esta iniciativa, e bom seria que em certas ocasiões  as mesmas fossem divulgadas.
Anexo o poema e o pp do mural que se encontra numa das paredes principais da entrada.                

                  
 
            ENVELHECER
A MEMORIA ENFRAQUECE E VAI FUGINDO,
DEIXANDO UM RASTO VAGO E DOLOROSO,
JA  NAO SE TEM A GRAÇA NEM O GOZO,
 DE SO  VIVER CANTANDO E RINDO
 
AS PORTADAS DO MEDO VAO-SE ABRINDO
E O ASPETO DE UM ROSTO JA RUGOSO,
EMBORA REFLETINGO UM AR BONDOSO
JA NOS MOSTRA OS AMARGOS DO TEMPO FINDO.
 
SORRI PARA AFASTAR TODO O RECEIO
ENFRENTA O VENDAVAL OU ENXURRADA
QUE VEM E NUNCA DIZ DE ONDE É QUE VEIO
 
NAO PENSES QUE NAO PODES FAZER NADA!
ESPICAÇA O FERVOR DO TEU ANSEIO
E NAO TEMAS A MORTE ANUNCIADA
 
M.CARMO LINO- CAMINHA AO SOM DO VENTO-
 
 
 
Entretanto, apresento os meus cumprimentos e parabens
Maria Helena Peres Fernandes

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

SINTRA- PRAIA DO MAGOITO


Portugal tem recantos de encantar,visitar, revisitar ,dignos de contemplação e de evocação.A Paisagem Cultural de Sintra, património nacional da Unesco  ilustra tudo o que se possa exaltar de um ambiente místico e envolvente, não sendo  em vão que figuras importantes da literatura à música  a ela se referiram como Eça de Queirós que em quase todas as suas obras a evoca, não esquecendo que em parceria com Ramalho Ortigão perpetuaram o célebre romance “ O Mistério da Estrada de Sintra”. Também Sintra acolheu os iniciadores do Romântismo, em Portugal, A. Garrett e Alexandre Herculano, o célebre Strauss e  durante uma estada de quatro dias  Lord Byron que fascinado pela quietude e bucolismo do local expressou em versos todo o seu deslumbramento por a vila que considerou um autêntico Edén terreal.Também a sua riqueza patrimonial deve ser realçada, monumentos como os Palácios Nacionais de Sintra, da Pena, da Quinta da Regaleira, Monserrate Setiais(atualmente pertencente a uma unidade hoteleira) etc.Nesta altura do ano será pertinente referir as suas praias tão conhecidas e maravilhosas  como a  Praia das Maçãs, a da Aguda( há outra no norte), Ursa, S. Julião da Barra e demais. Mas a praia  do Magoito, em pleno Parque Natural de Sintra, na foz da ribeira da Mata reveste-se de uma característica muito especial pela presença de um geomonumento. É tida como  uma das praias  de maior concentração  de  iodo da Europa, areias de grande extensão e mar turquesa, rica em grande diversidade de fauna e flora propícia a alguns desportos aquáticos apresentando um passadiço de madeira que facilita o acesso a pessoas menos “capazes”. De lá se pode vislumbrar o ponto mais ocidental de Portugal, o Cabo da Roca, celebrizado por Camões no III Canto dos Lusíadas que cita: “onde a Terra acaba e começa o Mar” Mas o mais sui generis neste espaço de lazer é uma duna fóssil consolidada formada pela acumulação de areia gerada pela acção conjunta do mar e do vento, formada há cerca de 10.000 anos. É um lugar de elevado interesse científico e didático na área da geociência e um dos mais importantes monumentos naturais do concelho de Sintra. Há varias explicações para a sua longinqua aparição e formação;  estudiosos na matéria salientam que foram identificados diversos depósitos arqueológicos no seu flanco ao longo do rio Mata.Também vestígios de ocupação humana podem ser tomados em consideração dado o tipo de cerâmica aí existentes.Explorações mais recentes indicam que na segunda metade do sec.XX foram descobertas duas estações arqueológicas sendo a primeira constituída por um depósito negro com numerosas conchas de várias espécies de moluscos,fragmentos de carvão vegetal, pedras fragmentadas pela acção do fogo e raros artefactos de silex.Quanto à segunda no flanco da duna há depósitos de conchas de dimensões maiores, restos de cerâmica.Historiadores juntmente com arqueólogos continuam na pesquisa e estudo deste lugar, havendo para já quase a certeza que se trata de um vestígio da período Neolítico ou mesmo mais recente.

 

 

 







quinta-feira, 4 de agosto de 2016

MUSEU MINEIRO - S.PEDRO DA COVA


O Museu Mineiro criado em 1989 em S. Pedro da Cova- Gondomar- está instalado numa das antigas Casa da Malta designação dada aos alojamentos que serviam de casa aos operários oriundos de outras localidades denominados malteses .Este museu tem por finalidade valorizar,divulgar e dinamizar o património geológico e mineiro da região. Apesar de as minas terem encerrado definitivamente em 1962, ainda hoje encontra-se in loco antigos e idosos mineiros que mesmo trabalhando em condições totalmente desumanas se lembram da altura em que a agricultura foi ultrapassada pelo trabalho nas minas. Os mesmos testemunham horriveis memórias do trabalho nas galerias subterrâneas.Foram esses que sentiram na  carne o trabalho sacrificado, a dificuldade em empurrar as  vagonetes,chamadas berlinas, totalmente cheias, chegando cada uma aos 700kgs, ou seja a equivalência a 7 “pirus” designação dos carros que transportavam o carvão.Os mineiro  com um gasómetro desciam até às profundas minas autenticas galerias hiantes e escuras,por uma espécie de elevador ou gávea onde trabalhavam expostos ao excessivo calor e humidade, sem ar respirável e ainda sujeitos à poeira do carvão  causadora da silicose, doença profissional crónica,  por inalação de sílica Estas minas  chegaram  a dar trabalho a 1.800 pessoas e foram as mais importantes do País,mesmo assim as condições que ofereciam eram sub-humanas e os salários ridículos, muitas vezes cortados pelos castigos infligidos pelos capatazes. Quanto às mulheres, também altamente sacrificadas tabalhavam afincadamente no empurrar das berlinas e na função de escolhideiras do carvão,  separando  o de mais brilho que era o melhor .Havia também as britadeiras que de joelhos em frente dos tanques de lama executavam bolas Em sinal de apoio  a estes trabalhadores  foi construido um Bairro Mineiro do qual faziam parte as Casa de Malta, com 2 pequenos quartos e uma cozinha,uma mercearia,escola,farmácia,um campo de futebol e uma espécie de salão recreativo.Aí viviam os mineiros com suas mulheres e filhos que a partir dos 14 anos eram obrigados a ir trabalhar para a mina, pois se houvesse recusa a habitação era-lhes tirada. Era assim a vida miserável das “toupeiras humanas”,nome  que teve origem no livro de Emile Zola o “Germinal” que tão bem e minuciosamente descreve este clã, ou não tivesse o próprio autor vivido numa mina  para aquilatar esta desumanidade de vida.Hoje  não obstante o seu estado de degradação aí se encontra o Cavalete do Poço de S.Vicente, o Ex-Libris de S.Pedro da Cova e um dos elementos edificados mais relevantes para a conservação da memória das minas de carvão que durante cerca de 7 décadas fizeram da povoação um centro industrial de inquestionável valor para a economia nacional.Todos os anos se realiza nesta localidade, a 4 de dezembro, uma procissão noturna em honra de Santa Bárbara, patrona dos mineiros.
 

 

 

  
 


domingo, 24 de julho de 2016

CULTO DOS MORTOS

A crença  religiosa do Homem, aliada talvez a um certa superstição, começou a evidenciar-se desde  tempos remotos. Isto levou-o, além de outras culturas como as manifestações artísticas, em prol do seus deuses, ao culto dos mortos, o que acontecia através de cerimónias, orações e rituais oferecidos em memória dos então partidos do mundo. Na era Paleolítica os corpos eram pintados, muitas vezes com ocre vermelho, enterrados com adornos e restos de comida numa posição fletida. Este ritual continuou pela Antiguidade, e foi já na Mesopotâmia, atual Iraque, que os seus heterógenos povos, manifestaram o seu crédito pela vida pós- morte que tinha uma grande importância na cultura deste povo. Segundo a sua mitologia os mortos eram enviados para um mundo subterrâneo, onde se alimentavam de pó e poeira;  os vivos reverenciavam os mortos, pois acreditavam que assim a vida lhes correria bem. Não havia julgamento pós vida, mas os mortos atravessavam  um rio aí permanecendo até á eternidade.  Também aqui os mortos eram enterrados com alguns dos seus pertences e a tumba que os abrigava, mostrava a situação financeira do defunto. Relativamente aos hebreus, israelitas ou judeus, povo monoteísta, tinham uma visão muito semelhante aos sumérios. Os mortos eram encaminhados para uma espécie de submundo sombrio – Sheol - .Aqui também não há julgamento final e a vida na terra é mais valorizada do que a vida pós morte onde não se faz a distinção entre céu e inferno. Os fenícios, povo de grandes transações comerciais  e marinheiros representavam  homenagem aos seus mortos pela construção de monumentos megalíticos , como antas, dolmens ou mesmo cromolegues. Quanto aos Persas baseados no Zoroastrismo apresentavam a ideia que 30 dias após a morte a alma chegaria à Ponte Cinvitat e que cada alma seria julgada pelos deuses; as boas atravessavam a ponte , as más seriam lançadas ao inferno e as equilibradas entre o bem e o mal eram conduzidas para uma espécie de purgatório denominado Hamestagan. Segundo este povo, o espirito é puro, ma não o corpo, pelo que o corpo do morto para não conspurcar a terra, que é pura e fertil, é colocado nu  ao ar livre em estruturas metálicas, chamadas Torres de Silencio. Após comida a carne, restam os ossos que ficam ao sol para serem secos. Mais tarde para impedirem  todo este espetáculo macabro e   pestilento  aderiram à cremação.
Mas o auge da  necrografia foi atingido com  o requintado ritual dos egipcios que acreditando veementemente que após a morte a alma compareceria  diante do Tribunal do deus Osiris, teriam de proporcionar um certo bem estar aos mortos. Assim embalsamavam os corpos em sarcófagos quando se tratava de um faraó, enquanto a restante população era enterrada nas areias do deserto. Mas o embalsamento e a mumificação revestiam-se de umas certas cerimónias, englobando doze etapas de trabalhos; inicialmente lavavam o corpo, retiravam o cérebro pelas narinas; seguidamente  os  orgãos interiores eram também extraídos através de um corte feito no lado esquerdo do ventre, sendo as visceras guardada em vasos apropriados; então limpo o corpo lavavam-no com vinho de palma e secavam-no com perfumes em pó, sendo em seguida cheio de mirra e canela. Colocavam durante 35 dias o corpo num banho de natrão para perder a humidade e depois era recheado de linho, natrão e ervas aromáticas para preservar e dar forma. A  múmia, era encerrada em sarcófagos , feitos de terracota para garantir a sua inviolabilidade e  era -lhe colocada na cabeça  uma máscara funerária, reproduzindo os traços do morto para assim facilitar à alma o reconhecimento do corpo. Nas câmaras funerárias uma multidão de servidores ocupava-se dos afazeres diários para proporcionar ao morto o ambiente em que tinha vivido. Posteriormente na Antiguidade Clássica, os gregos e os romanos continuando-se a preocupar com o culto dos mortos, e dada a obrigação que aos mesmos assistia de os enterrar, prosseguiram  com requintados rituais fúnebres. E assim o culto dos mortos teve e continua a ter um lugar de relevo em quase todas as civilizações sendo, talvez, um dos fenómenos mais diversificados, estranhos e interessantes da História. Encontra-se, no entanto muito mais simplificado e  resolvido pela razoável aderência à cremação


sábado, 2 de julho de 2016

MUSEU DA FARMAICIA

Foi sempre da ambição de todos os farmacêuticos portugueses a existência de um local onde a história e desenvolvimento  da origem da doença e descobertas para a tentativa da sua eliminação estivessem patentes. Assim, em 1981 com a doação da coleção particular do Dr. Salgueiro Bessa à  Associação Nacional de Farmácias, começou-se a esboçar a esperança de um local onde se iriam  expor  explicações, acessórios e peças representativas do que foi a medicina ao longo  dos tempos. Em 1996 nascia então o Museu da Farmácia onde se  pode acompanhar a história da humanidade desde o paleolítico aos nossos dias,  existindo objetos que relacionam a interpretação da doença, a cura e o papel da farmácia e farmacêuticos através do tempo ,quer seja pela observação de frasquinhos e caixas de medicamentos de várias épocas, como por peças  que contam a sua própria história, não esquecendo o uso das farmácias ambulantes. Muitos objetos  foram doados pelos antigos proprietários e todo o espólio aí existente define ambientes verdadeiros. È notável os objetos de raro valor histórico, artístico, antropológico oriundo de civilizações distantes, como a Mesopotâmia, o Egipto, a Grécia, Roma, os Incas, os Astecas, o Islão, a Africa, o Tibete e a China, entre outros. No Porto este museu pode ser visitado na Zona Industrial ( Ramalde), onde além de todas as relíquias já citadas se pode encontrar, na integra, a reconstituição da antiga Farmácia Estácio. Uma das particularidades desta farmácia e que até certo ponto, não se esvai da  memória deve-se ao facto de nos finais dos anos 40 aí aparecer a celebre balança falante tornando-se um ex-libris da baixa portuense da época, e atraindo grande afluência. Infelizmente em 1975 um incendio de grandes proporções na rua Sa da Bandeira atingiu esta farmácia e destruindo grande parte do seu interior a  célebre balança desapareceu. Outra preciosidade é a Farmácia Islamica,  que existia  um palácio do Império Otomano, localizada em Damasco no sec.XIX. e onde terá funcionado um centro de ensino e uma botica. É uma sala quadrangular ricamente decorada com elementos ligados aos hospitais e universidades da área da saúde. Representa bem a cultura islâmica, sendo de salientar que o conceito de farmácia moderna surgiu no Islão, em Bagdad no sec. VIII.De referir, a propósito que as palavras almofariz, alambique ou química vêm do mundo árabe.   A sus existência era essencial tanto para os residentes tanto como para as populações das zonas limítrofes e palácios Estava organizada em duas fases: biblioteca medico- farmacêutica e a área dedicada à conservação dos medicamentos. Esta peça antes de chegar a Portugal encontrava-se na Inglaterra; de referir que se encontra totalmente intocável. Nas vitrinas dos vários expositores além de peças absolutamente impares e genuínas, há a fazer um reparo para a existência de um mosquito com milhares de anos conservado em âmbar. Paralelamente a toda esta panóplia evolutiva no que concerne  a origem da vida e da doença, poder-se-á encontrar num mural mais recente descobertas a avanços científicos decorridos no sec. XX p.e : a utilização do laser, descoberta das células estaminais embrionárias, sequência do DNA e da sus estrutura molecular, transplante do rim e coração, a TAC, pilula contraceptiva , sulfanilamidas, cura da tuberculose com a estreptomicina, o PAS- ácido para-amino salicílico etc.
 Pela importância de que se reveste este museu à época os Correios de Portugal dedicaram-lhe uma emissão de selos com imagens de algumas peça.
 Com a capacidade de invenção que os atuais meios oferecem ao Homem, e o seu constante afã e entusiasmo para a descoberta dos atuais flagelos profiláticos,  é de crer que em breve novos progressos serão de  salientar. Que os mesmos sejam rápidos.

 








domingo, 26 de junho de 2016

ACENTOS E SIMBOLOS GRÁFICOS

A escrita surgiu por volta de 4000ac pela necessidade de se obterem comunicações, mas isenta de letras ou símbolos, apenas desenhos a que se dava o nome de expressão pictória ou ideográfica. Este processo era muito ambíguo, muito difícil de escrever deixando margem para muitas dúvidas. O alfabeto foi criado pelos comerciantes fenícios por questões comerciais, todavia isento de vogais as quais foram mais tarde introduzidas pelos gregos.
Mas a confusão de um aglomerado de letras por vezes desconexas que não traduziam bem o que se tinha em mente para ser divulgado, incitou a criação de símbolos gramaticais apostos em palavras com o objetivo de informar a sua leitura correta. Eram os designados ACENTOS. Pois foi o primeiro bibliotecário da biblioteca de Alexandria, Aristófanes de Bizâncio, que os criou alguns anos a.c. e foi no idioma grego que tanto estes como a pontuação foram introduzidos A principal responsável pela evolução e popularização da pontuação foi a imprensa.Assim, começou a notar-se a existência do:
Acento Agudo - proveniente do vocábulo latino "açus" significando agulha
Acento Circunflexo - que na Grécia tinha o formato de meia lua por isso o seu nome deriva de "circunflexus" que em latim significa circulo dobrado
Acento Grave - conhecido por crase devido à  contração de dois sons orais num único derivando do grego "krasis" significando mistura
Til - originariamente chamado "titulus" que significa inscrição numa figura.. No séc. XVI os espanhóis adotaram-no para marcar o anasalamento de um vocábulo e re-batizaram-no de Tilde. Havia ainda o Trema muito pouco usado e praticamente sem qualquer utilização.
 
Juntamente com os acentos apareciam alguns símbolos gramaticais como:
Arroba - sinal que parece mostrar um " a" dentro de um "d"  existente desde o Império Romano, representava a palavra latina "ad" indicando lugar. Nalguns países da Europa como  Espanha  foi considerado medida de peso equivalente a 15kgs e também derivado do vocábulo árabe "arrubá" que significa peso.  Posteriormente caíu um pouco em desuso mas em 1977  voltou a ser largamente usado pois associou-se à informática.
& Comercial - nascido 63a.c. foi criado para facilitar a escrita e dar-lhe maior velocidade. O seu criador Marcus Tullius Tiro muito o usou na escrita dos discursos do senado de Roma e colocava-se no lugar de "et". Mais tarde usado em denominações de firmas, estando atualmente posto de lado.
 Ponto - apareceu no ano 3000 a.c. deriva do latim "punctum" e designava o furinho que uma agulha faz sobre uma superfície. Foi utilizado pelos gregos mas os egipcios utilizavam-no em textos poéticos para ensinar às crianças a escrita hierática ( letra simplificada para os hieróglifos) Na Idade Média era empregado como artifício para abreviar as extensas palavras em latim; servia também para assinalar a presença de um nome próprio num texto. Muito tempo depois assumiu a função atual de determinar o final de um assunto/frase.
Aspas - usadas pela primeira vez  cerca do  sec. XVI em manuscritos da alta Idade  Média. Eram representadas pelo sinal lambda na horizontal ( o). O seu inventor chamou-se Guillaume, razão pela qual ainda hoje se chama em França a este símbolo "guillements"
Virgula - apareceu por volta do sec. XV; os gregos chamam-lhe "komma"( assim como os ingleses) e significa recorte , dar um folego
2 Pontos - deriva do grego " kolon " que é a extremidade das asas de um passarinho. Surgiu no sec. XVI e era utilizado para separar frases, função atual do ponto final.
Há, ainda outros símbolos gramaticais de pouca ou nenhuma relevância, tendo sido alguns definitivamente banidos. De referir que todos os acessórios auxiliares da escrita, além da finalidade com que foram inventados se regem um pouco pela subjetividade de quem os utiliza, pelo que muitas vezes a sua omissão ou errada colocação poderá distorcer completamente o sentido e interpretação de uma frase.                                  

quinta-feira, 9 de junho de 2016

CADUCIDADE MENTAL DA TERCEIRA IDADE


Quando o geriatra Michael Ramscar se refere à fragilidade senior como uma  mais valia intelectual  pois segundo o mesmo existe  uma saturação cerebral pelo acumulado de "material" adquirido ao longo da vivência dos indivíduos,  tal não será mais do que  um eufemismo para se fazer acreditar e aos outros da naturalidade do estado. De facto os idosos possuem, geralmente, uma bagagem jntelectual  adquirida ao longo da vida à qual se junta a parte empírica. Daqui se inferir que não se pode dissociar a ideia que os fenómenos  psíquicos têm  uma interferência nos fisiológicos, então estes dois elementos manifestam-se em conformidade mas sempre em  simultâneo. Certo é que o desaceleramento  do poder cognitivo depende de vários factores ( linguagem, profissão, meio social formação, época, educação etc- não esquecendo a força de vontade do individuo que é um  apreciado elan vital-.) mas  é inegável que  observando-se a partir de certa altura o  "desgaste" ou morte das células cerebrais se consiga manter com bom poder de resposta fenómenos  psíquicos vitais como a memória  aliada à associação de ideias.  O  cérebro , sistema nervoso  e a memoria sobretudo a fixação-conservação comandam e condicionam a conduta humana e mesmo que permaneçam  quase intocáveis se se verificarem deficiências orgânicas  a atenção  incidirá sobre os objetos mas com pequena intensidade ,a distração instala-se  levando  à dispersão mental .Com uma boa   fixação-conservação os fenómenos permanecem armazenados em células cerebrais  embora a capacidade de fixar e conservar dependa das condições fisiológicas variáveis de individuo  para individuo e pressupõe um boa maturação dos centros nervosos e a boa conservação da sua  plasticidade. Esta é a razão de deficiência da memoria na ultima idade pois finas lesões de desintegração podem comprometer a continuidade das conexões nervosa; outra condição é o sangue que não alimenta convenientemente as celulas. Do exposto se conclui que andando o físico ligado ao intelectual é inevitável o desgaste e o abandono de algumas potencialidades vitais na tão proclamada 3ª idade. Há para além disto a força anímica da pessoa em questão que, também, dependendo muito do próprio tentará por seus meios impedir certos "desacatos". Mas isto, ou não se tratasse de fenómenos psíquicos é muito, mas muito subjetivo, controverso e complexo.   Cada vez mais as pessoas   envidam os seus esforços para "impedir" até onde for possível a sua decrepitude física e mental. Bem haja e que o consigam.

terça-feira, 31 de maio de 2016

MES DE JUNHO

    Junho  sexto mês do calendário Gregoriano pode ser, segundo os Romanos, uma homenagem à deusa protetora da família e dos partos, ou também segundo os mesmos depender do clã romano Junus . Com ele chegam  comemorações  diversas  tais como festas religiosas, culturais, lembranças de cariz  ambiental e até mesmo recomendações sobre a conduta humana. Dentro do exposto, encontramos já no limiar do mês, mais propriamente no dia 1 o "Dia Mundial da Criança", ao qual não será descabido associar os dias 4 e 12, apelidados de "Dia Internacional das Crianças Inocentes e Vítimas de Agressão" e "Dia contra o Trabalho Infantil" respetivamente. Pois embora seja reconhecido o dia da Criança a 1 de junho. esta data varia de país para país e disto se faz lembrar a ONU que reconhece o dia da Criança no dia 20 de novembro, data em que foi aprovada a declaração dos direitos da Criança em 1959. Mas o que é relevante lembrar é que todas as crianças, independentemente da raça, condição social, cor, religião e país de origem têm o direito ao afeto, amor, compreensão, proteção, cuidados médicos e tudo o mais que contribua para o seu próspero desenvolvimento físico e intelectual. De lembrar  o difícil momento das mesmas pelas atrocidades a que se expõem ou são expostas nos dias de hoje, começando muitas vezes pelas próprias famílias, quer pelas agressões e abusos  infligidos quer mesmo pela obrigação da aceitação de um trabalho precoce em deprimência de uma formação escolar. Relativamente às festas religiosas  há que lembrar os Santos Populares, nomeadamente o S. António  a 13 do mês  com o seu ponto alto na cidade de Lisboa, e Vila Nova de Famalicão bem como o S. João principalmente no Porto , Braga, Vila do Conde e Valongo a 24 e ainda o S. Pedro, festa de pescadores na Afurada, Póvoa de Varzim e Montijo. Já quanto à parte cultural será de salientar o dia da Língua Portuguesa, dia de Portugal ou dia de Camões a 10 deste mês. Não esquecer, também, os dias 5 e 8, datas comemorativas do ambiente e preservação ecológica do planeta assim como o dia dos oceanos, assuntos  bastante preocupantes  e de grande reflexão pelos perigos que daí advirão se medidas urgentes e enérgicas não forem de imediato tomadas. Finalmente há, ainda, a referir o início da segunda estação do ano -  o verão - também apelidado de solstício de verão altura do ano em que o sol atinge a maior inclinação em latitude, medida a partir do equador. É a estação preferencial da maioria das pessoas pelo prolongamento dos dias e curtas noites, mas sobretudo por ser neste trimestre que se situam as férias anuais.
     
     



domingo, 29 de maio de 2016

S. MAMEDE DE INFESTA

UM POUCO SOBRE........

S. Mamede de Infesta elevada a cidade em 12 de julho de 2001 encerra  factos curiosos  e de valor de um povo que sempre soube defender " com unhas e dentes"  toda a sua história e descendência  e de  onde sobressai um trabalho exemplar e de espirito cívico. Pertence ao concelho de Matosinhos  do qual constam mais 9 freguesias. Embora não haja muitos documentos testemunhais das invasões dos povos que por aí se fixaram ou passaram, e poder-se-ão citar os celtas, romanos, vândalos, suevos muçulmanos,  apenas se encontram  vestígios, insignificantes, é certo,  dos fenícios e dos romanos  dos quais, ainda podemos notar no cemitério um base em pedra oriunda dos mesmos. A etimologia de S.Mamede de Infesta deriva das antigas formas gregas ou latinas Màmmás ,Mánnés,  Mánétés ( curiosidade interessante: alguns filósofos galegos associam este nome a um santo de seu nome San Maomet, existente no sul dos Pirineus, mais propriamente em Carcasona, conhecida pela existência da habitabilidade dos Cártaros e que corresponde ao S. Mamede venerado aqui em Portugal).Existem várias lendas e até alguns mitos rodeando este Santo, que se foram perpetuando e solidificando ao longo dos séculos e que não deixam esquecer o Mártir S.Mamede.
S. Mamede foi palco de alguns acontecimentos históricos, nomeadamente durante a 2ª invasão francesa que sob o domínio do General Soult se ocupou e mais os seus soldados de uma casa, térrea de um só piso  e que se situa na esquina da Rua de Santos Dias com a da Corujeira. Para assinalar tal presença, o atual proprietário da mesma e neto do parente que no tempo aí habitava colocou na parte exterior da mesma um azulejo do qual consta a estada do general aí mesmo de 27 a 29 de março de 1809.Ainda subsistem alguns testemunhos dessa época, razão pela qual está em vista a organização de um museu. Após a permanência destes dias o exército francês marchou sobre a cidade do Porto, do que resultou o infausto acontecimento  da Ponte das Barcas.Há, ainda, a referir outro ponto histórico - As Lutas Liberais(1828-1843) - que protagonizaram diversos movimentos militares durante o Cerco do Porto; os miguelistas estabeleceram um forte em S. Mamede de Infesta, onde estiveram várias vezes na Quinta da Ponte da Pedra. Este local é também assinalado pela praia aí existente, procurada pela elite que aí ia a banhos. Era um polo de atração para a classe rica e intelectual do Porto. Há vários escritos sobre o mesmo e é de notar também o desacato provocado por C. Castelo Branco que deu muito mas muito mais tarde  origem à memória uma cena assaz desagradável ocorrida nesse lugar e em que são referidas "bengaladas". Hoje S. Mamede perdeu muito do seu tipicismo, desapareceram quintas importantes, meios de transporte peculiares, como o Ripert, um serviço público dos finais do sec. XIX  que ligava S. M. de Infesta à Praça da Liberdade no Porto. É uma cidade populosa, com prédios de traça moderna a que vulgarmente se chamam "dormitórios".

quinta-feira, 26 de maio de 2016

DICA DA SEMANA

O semanal em referência, distribuído gratuitamente, mas com o intuito de  evidenciar certas promoções e apresentar alguns artigos de interesse público, nomeadamente anúncios, engloba também  uma Crónica que sendo muito heterogenia pelos assuntos que aborda não  obsta a que muitas vezes  o leitor  siga o raciocínio do " penso, logo  existo ". Este pensamento descartiano, leva-nos por analogia a pensar  também pelo facto da muita ironia e cinismo( no bom sentido) estarem patentes em  alguns artigos,  no filósofo mais cínico da Antiguidade - Sócrates-.  Mas esta semana, li e reli com assentimento de cabeça, o tema focado, a saber: - Extinção das Escolas Industriais e Comerciais - Numa altura em que tanta polémica se gera à volta do ensino público/privado, este assunto não poderia ser mais bem encaixado. Talvez pela adiantada idade e consequentemente ter vivido e estudado numa época mais prática ( sim, porque nem só de cursados a Sociedade precisa) não concordo nem nunca concordei com a abolição do ensino empírico e deste desaparecimento estamos todos padecendo. Não temos uma classe que dignamente ajude com a sua profissão, e que tanta falta faz. Temos, sim, um bando de "experts" improvisados que, valendo-se da seu arrojo ,determinação e pseudo- competência se atrevem a suprir as necessidades de que as pessoas se revestem no tocante a mão de obra. Talvez, estejam certos, talvez estejamos a viver uma época do "usar e deitar  fora". Quem sabe, se sou eu que estou enganada e vejo o assunto com uma certa obsolência.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

dia da hipertensão




DIA 17 DE MAIO

Há assuntos que embora muitas e muitas vezes referidos, escapam por incuria, falta de compreensão ou mesmo por “conveniência” às pessoas independentemente das causas nefastas de que se envolvem..Neste contexto encontram-se inseridos temas de vária ordem, mas há que reparar principalmente nos de Saúde. É o caso da hipertensão arterial ( HTA) que será particularmente referida no dia 17 de maio e que se verifica sempre que há um excesso crónico de pressão de sangue nas... artérias.O coração fica em esforço,aumenta a massa,tornando-se maior instalando-se assim a chamada hipertrofia que com o tempo poderá provocar arritmias, angina de peito ou insuficiência cardíaca.Uma tensão alta afeta vasos, cérebro rins e coração.Estima-se que 20% da população portuguesa sofra desta maleita. Há várias causas para este grave problema,como a hereditariedade, idade, obesidade, tabaco, álcool, alimentação desequilibrada,consumo de sal,sedentarismo e stress. De referir que uma mudança de estilo de vida, dando importância à pratica de desporto ( não violento) ou exercício físico aliados à absorção dos alimentos “amigos” da doença: laranja,couve,alho,chocolate preto, salmão,atum,sardinha,lentilhas e romã,poderá tornar-se um grande bem para os doentes. A Organização Mundial de Saúde aconselha e insiste constantemente para que todos meçam a tensão arterial regularmente , pois sendo uma doença silenciosa, pode desplotar inesperadamente, embora alguns sinais para o caso alertem como: dores de cabeça sobretudo na região occipital,vertigens, zumbidos, distúrbios visuais e num estado mais avançado até desmaios.Portanto um regular rastreio deve ser tomado em consideração. AMEMOS O ORGAO VITAL DO NOSSO ORGANISMO.