O Museu Mineiro criado em 1989 em S. Pedro da Cova-
Gondomar- está instalado numa das antigas Casa da Malta designação dada aos
alojamentos que serviam de casa aos operários oriundos de outras localidades
denominados malteses .Este museu tem por finalidade valorizar,divulgar e
dinamizar o património geológico e mineiro da região. Apesar de as minas terem
encerrado definitivamente em 1962, ainda hoje encontra-se in loco antigos e
idosos mineiros que mesmo trabalhando em condições totalmente desumanas se lembram
da altura em que a agricultura foi ultrapassada pelo trabalho nas minas. Os
mesmos testemunham horriveis memórias do trabalho nas galerias
subterrâneas.Foram esses que sentiram na
carne o trabalho sacrificado, a dificuldade em empurrar as vagonetes,chamadas berlinas, totalmente
cheias, chegando cada uma aos 700kgs, ou seja a equivalência a 7 “pirus”
designação dos carros que transportavam o carvão.Os mineiro com um gasómetro desciam até às profundas
minas autenticas galerias hiantes e escuras,por uma espécie de elevador ou
gávea onde trabalhavam expostos ao excessivo calor e humidade, sem ar
respirável e ainda sujeitos à poeira do carvão
causadora da silicose, doença profissional crónica, por inalação de sílica Estas minas chegaram
a dar trabalho a 1.800 pessoas e foram as mais importantes do País,mesmo
assim as condições que ofereciam eram sub-humanas e os salários ridículos,
muitas vezes cortados pelos castigos infligidos pelos capatazes. Quanto às
mulheres, também altamente sacrificadas tabalhavam afincadamente no empurrar
das berlinas e na função de escolhideiras do carvão, separando
o de mais brilho que era o melhor .Havia também as britadeiras que de
joelhos em frente dos tanques de lama executavam bolas Em sinal de apoio a estes trabalhadores foi construido um Bairro Mineiro do qual
faziam parte as Casa de Malta, com 2 pequenos quartos e uma cozinha,uma
mercearia,escola,farmácia,um campo de futebol e uma espécie de salão
recreativo.Aí viviam os mineiros com suas mulheres e filhos que a partir dos 14
anos eram obrigados a ir trabalhar para a mina, pois se houvesse recusa a
habitação era-lhes tirada. Era assim a vida miserável das “toupeiras
humanas”,nome que teve origem no livro
de Emile Zola o “Germinal” que tão bem e minuciosamente descreve este clã, ou
não tivesse o próprio autor vivido numa mina
para aquilatar esta desumanidade de vida.Hoje não obstante o seu estado de degradação aí se
encontra o Cavalete do Poço de S.Vicente, o Ex-Libris de S.Pedro da Cova e um
dos elementos edificados mais relevantes para a conservação da memória das
minas de carvão que durante cerca de 7 décadas fizeram da povoação um centro
industrial de inquestionável valor para a economia nacional.Todos os anos se
realiza nesta localidade, a 4 de dezembro, uma procissão noturna em honra de
Santa Bárbara, patrona dos mineiros.quinta-feira, 4 de agosto de 2016
MUSEU MINEIRO - S.PEDRO DA COVA
O Museu Mineiro criado em 1989 em S. Pedro da Cova-
Gondomar- está instalado numa das antigas Casa da Malta designação dada aos
alojamentos que serviam de casa aos operários oriundos de outras localidades
denominados malteses .Este museu tem por finalidade valorizar,divulgar e
dinamizar o património geológico e mineiro da região. Apesar de as minas terem
encerrado definitivamente em 1962, ainda hoje encontra-se in loco antigos e
idosos mineiros que mesmo trabalhando em condições totalmente desumanas se lembram
da altura em que a agricultura foi ultrapassada pelo trabalho nas minas. Os
mesmos testemunham horriveis memórias do trabalho nas galerias
subterrâneas.Foram esses que sentiram na
carne o trabalho sacrificado, a dificuldade em empurrar as vagonetes,chamadas berlinas, totalmente
cheias, chegando cada uma aos 700kgs, ou seja a equivalência a 7 “pirus”
designação dos carros que transportavam o carvão.Os mineiro com um gasómetro desciam até às profundas
minas autenticas galerias hiantes e escuras,por uma espécie de elevador ou
gávea onde trabalhavam expostos ao excessivo calor e humidade, sem ar
respirável e ainda sujeitos à poeira do carvão
causadora da silicose, doença profissional crónica, por inalação de sílica Estas minas chegaram
a dar trabalho a 1.800 pessoas e foram as mais importantes do País,mesmo
assim as condições que ofereciam eram sub-humanas e os salários ridículos,
muitas vezes cortados pelos castigos infligidos pelos capatazes. Quanto às
mulheres, também altamente sacrificadas tabalhavam afincadamente no empurrar
das berlinas e na função de escolhideiras do carvão, separando
o de mais brilho que era o melhor .Havia também as britadeiras que de
joelhos em frente dos tanques de lama executavam bolas Em sinal de apoio a estes trabalhadores foi construido um Bairro Mineiro do qual
faziam parte as Casa de Malta, com 2 pequenos quartos e uma cozinha,uma
mercearia,escola,farmácia,um campo de futebol e uma espécie de salão
recreativo.Aí viviam os mineiros com suas mulheres e filhos que a partir dos 14
anos eram obrigados a ir trabalhar para a mina, pois se houvesse recusa a
habitação era-lhes tirada. Era assim a vida miserável das “toupeiras
humanas”,nome que teve origem no livro
de Emile Zola o “Germinal” que tão bem e minuciosamente descreve este clã, ou
não tivesse o próprio autor vivido numa mina
para aquilatar esta desumanidade de vida.Hoje não obstante o seu estado de degradação aí se
encontra o Cavalete do Poço de S.Vicente, o Ex-Libris de S.Pedro da Cova e um
dos elementos edificados mais relevantes para a conservação da memória das
minas de carvão que durante cerca de 7 décadas fizeram da povoação um centro
industrial de inquestionável valor para a economia nacional.Todos os anos se
realiza nesta localidade, a 4 de dezembro, uma procissão noturna em honra de
Santa Bárbara, patrona dos mineiros.
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