domingo, 9 de outubro de 2016

OUTONO ESTIVAL

Há já uns dias que o Verão nos deixou , mas o sol insiste em presentear-nos com o seu aparecimento refletindo, todavia, já um pouco  de debilidade. Assim, o Outono parece, também, querer agraciar-nos com a possibilidade de uns passeios, terrestres, marítimos ou até de avião, para ganharmos resistência para as intempéries do Inverno. Nada mais apetecível do que um dia passado num rio, no mar ou numa praia fluvial  confortavelmente instalados num catamaran, rodeados de amigos, bela gastronomia, deslizante e fresca bebida, não se pondo de lado uma certa hilaridade que empresta um  cunho  colorido a todo este ambiente. Isto aconteceu ontem na belíssima península de El-Grove, Galiza - Espanha- num almoço desinibido  e de descontração. Também foi feita uma visita relâmpago a La-Toja, conceituada pela sua situação, gastronomia monumentos, destacando-se a Igreja das Conchas e a nível comercial a famosa fábrica  de sabonetes e gel de banho. Um sítio bem escolhido para uma despedida do sol e do tempo ameno de que se gosta.
 




















quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ALGUMAS FIGURAS CARISMÁTICAS DO PORTO

Tanto no Porto como em todas as outras cidades, vilas e lugarejos existe sempre uma ou mais figuras carismáticas que muito pelo seu peculiar tipicismo fazem parte do quotidiano das mesmas e atravessam gerações. Geralmente são figuras populares conhecedoras empiricamente do que a vida é,e que de certa maneira deixam algo para pensar depois do seu desaparecimento. Algumas delas ainda estarão presentes na mente dos Portuenses, nomeadamente o “ Pipocas”, ardina de aspeto pícnico que todos os dias percorria os sítios mais centrais do Porto com uma saca de serapilheira a tiracolo, do interior da qual, por mérito do seu apergoamento, saíam para compra os jornais diários da época ( hoje esta profissão a que chamavam de “ardina” está extinta, assim como alguns jornais que a referida figura emblemática transportava). Noutra vertente um pouco mais ousada havia o “Carlinhos da Sé” que muitos injuriavam pela sua apresentação efiminada e provocatória. Vendia também numa zona problemática da Sé roupa interior de senhora, exibindo-se sempre muito efeminadamente. Também dentro do mesmo género se ouvia falar do “Rosinhas, o prostituto “ que nuns socos altos e de avental rendado se exibia à porta do Bolhão, e indo nos dias dos Finados percorrer o cemitério, num meneio de cima a baixo, vendendo velas. A “Mamuda” de apelido atrbuído aos seus dotes peitorais e dona do restaurante Montenegro na rua do Campinho, aí juntava figuras notáveis como individuos que trabalhavam no extinto jornal “ o Século”, pessoas ligadas ao teatro e ao fado como o saudoso Vasco Santana, Raúl Solnado e Amália Rodrigues entre outros. Na Ribeira do lado do Porto o “Frita Lêndias” que preparava deliciosas iscas de bacalhau confecionadas sempre com um gesto pouco recomendável para o trabalho em questão, ou seja, continuamente coçava a cabeça. Noutro plano poder-se-à referir o velho Élio (Hélio ?) de Amorim de apresentação sui generis , podendo-se chamar hoje um metrossexual ligado ao sector dos carpélios , aficcionado pelas corridas de automóveis, viaturas de alta cilindrada e vamps. Também foi uma figua que deixou recordações o famoso Pedro Sem”, mas a figura mais positiva e altruísta da cidade foi, sem duvida, o “Duque da Ribeira” adaptação criada pela sua mãe do seu verdadeiro nome Deocleciano Monteiro. Barqueiro de profissão criado e nascido na Ribeira do Porto, muito cedo em convívio com as águas do Douro, aos onze anos salvou um homem de morrer afogado sendo a partir daí um constante salvador de vidas até mais ou menos aos 94 anos, idade da sua morte. Foi alvo de diversas homenagens, condecorações e honras, dando-se como exemplo o seu nome dado à praça junto à Ponte Luís I onde se encontra uma lápide com o seu busto;um dos primeiro bares da Ribeira tem o seu nome( de onde era frequentador assíduo) e foi elevado ao estatuto de figura pública convivendo com diversas personalidades portuguesas e estrangeiras. Provavelmente muitas mais figuras emblemáticas haverá para lembrar, anteriores ou posteriores a estas





sábado, 1 de outubro de 2016

DIA DO IDOSO - 1 de Outubro

Neste dia, os Idosos, atualmente chamados  Séniores,  são lembrados de uma maneira muito particular, principalmente desde a altura em que a ONU resolveu instituir este como o seu dia.
Mas bom seria que o mesmo reparo e atenção para a dita faixa etária se repetisse ao longo dos outros 364(ou 365) dias, com convicção , carinho e sem o cariz de que a terceira idade é um fardo para a Sociedade. Deve ser lembrada a frustração dos idosos que, ainda estando dentro das suas faculdades mentais, facilmente compreenderão e analisarão o seu papel na sociedade, enquanto válidos, e agora, de acordo com a lei natural da vida, estão à mercê de outros nem sempre os mais adaptados para tal.
 
Visitei há dias uma pessoa amiga, que por imposição da família está integrada nas vossas residências da Rua do Breiner, Porto, e gostei de ver o carinho e a maneira como a educadora cultural "puxava" pelas suas meninas para a realização de um mural alusivo ao dia do Idoso. O resultado foi muito positivo, de tal forma, que pedi para fazer uma foto. A mesma compõe-se  de um lindo poema e bem assim da uma arvore postada, a seu lado ,em que as folhas enrugadas e a soltarem-se da arvore são as  próprias mãos das Senhoras que compunham o grupo. Quem sabe, se para o ano, uma das minhas mãos faça, também, parte desta árvore?
Como Associada dessa Instituição, apresento o meu apreço por esta iniciativa, e bom seria que em certas ocasiões  as mesmas fossem divulgadas.
Anexo o poema e o pp do mural que se encontra numa das paredes principais da entrada.                

                  
 
            ENVELHECER
A MEMORIA ENFRAQUECE E VAI FUGINDO,
DEIXANDO UM RASTO VAGO E DOLOROSO,
JA  NAO SE TEM A GRAÇA NEM O GOZO,
 DE SO  VIVER CANTANDO E RINDO
 
AS PORTADAS DO MEDO VAO-SE ABRINDO
E O ASPETO DE UM ROSTO JA RUGOSO,
EMBORA REFLETINGO UM AR BONDOSO
JA NOS MOSTRA OS AMARGOS DO TEMPO FINDO.
 
SORRI PARA AFASTAR TODO O RECEIO
ENFRENTA O VENDAVAL OU ENXURRADA
QUE VEM E NUNCA DIZ DE ONDE É QUE VEIO
 
NAO PENSES QUE NAO PODES FAZER NADA!
ESPICAÇA O FERVOR DO TEU ANSEIO
E NAO TEMAS A MORTE ANUNCIADA
 
M.CARMO LINO- CAMINHA AO SOM DO VENTO-
 
 
 
Entretanto, apresento os meus cumprimentos e parabens
Maria Helena Peres Fernandes