terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A ATUALIDADE E O PALAVRAO

No atual momento em que há uma certa  abertura  para tudo o que está fora dos canones educacionais, sociais morais e mesmo éticos  o PALAVRAO enquanto palavra obscena, grosseira ou ofensiva e não como palavra difícil, termo pouco conhecido,  demasiado técnico ou rebuscado  adquiriu um certo estatuto de permissividade. A sua frequência tanto  verbal como oral parece ter entrado na Sociedade como paradigma imprescindível do nosso quotidiano, ultrapassando as regras do aceitável. Efetuam-se debates, constituídos por  psicólogos, sociólogos e  estudiosos  na matéria que de uma forma acérrima defendem  as vantagens e a precisão a nível psicológico do uso do palavrão. Este faz hoje parte da linguagem do dia a dia da grande maioria das pessoas, apesar de muitas vezes ser considerado ofensivo e um habito desnecessário. A sua existência  é longínqua vem do tempo dos Romanos, linguagem que usavam baseados em tabus sexuais. Também mais tarde Freud preconizou a teoria de que a censura, ou seja a repressão dos nossos actos  e dizeres poderiam levar o individuo a recalcamentos e repressões. Mentiria qualquer ser humano que dissesse que jamais usou o palavrão até porque de certo modo nele se encontra  uma componente emocional, um alívio de stress e da dor física, de satisfação, enfim dá uma certa realização a quem  moderadamente e nas devidas circunstâncias o profere. Há, no entanto factores de socialização e integração  que inibem o seu uso constante e desnecessário, muitas vezes, porque o hábito já está enraizado em quem o pronuncia   ou porque as pessoas se querem tornar "engraçadas" procurando uma coesão social e de inserção. Há ainda o caso de pessoas que devido à sua personalidade têm tendência para o palavrão como sejam os extrovertidos, stressados ou agressivos. Dizer asneiras é uma circunstância da vida moderna, mas sem necessidade de abusos,  e deve dar-se-lhe o significado da classe de onde emanam. Se a língua portuguesa é rica em  palavras e expressões, porque não procurar um certo eufemismo para exprimir os nossos estados de alma? Atualmente a maior percentagem da juventude desconhece o palavrão, pensando que determinada coisa tanto pode ser chamada de uma maneira ou de outra, é tudo aceitável, por isso  a palavra "palavrão" está a caminho de  ser banida  como outras coisas que eram tabu e hoje são do léxico diário. No entanto, e sobretudo para os mais "entrados" há certas convenções sociais e educacionais que exigem  nos  regremos e dominemos para evitar certos demandos. Como tudo na vida há que haver um certo equilíbrio na balança que nos rege, sendo o fulcro a razão, a coerência e o estabilizar equitativo de  ambos os lados.
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domingo, 15 de janeiro de 2017

PEDRAS PRECIOSAS

A Mãe Natureza é a melhor artista do Mundo pois cria imagens fascinantemente belas, únicas e incomparáveis que as pessoas encontram em diversas partes do Planeta. Dessas maravilhas fazem parte as pedras e minerais que agrupando-se no reino mineral suscitam grande interesse na vertente da Gemologia.As gemas , ( do latim gemma= a gomo ou pedra) vulgarmente conhecidas por pedras preciosas não passam de minerais que classificados através de diferentes especificações técnicas e ...composição quimica apresentam valores estéticos como cor e forma quando lapidados ou polidos e são usáveis para adorno pessoal em joalharia. As gemas são classificadas em grupos, espécies ou variedades mas nem todas,embora valiosas e bonitas são suficientemente duras ou são até mesmo demasiado frágeis para serem usadas como adorno e quando assim é, exibem-se em museus e constituem coleções particulares para os aficionados não esquecendo o seu valor dentro do ponto de vista científico.. Tradicionalmente as gemas mais comuns eram classificadas em pedras preciosas pelo seu uso eclesiástico, devocional e pela sua raridade e nesta categoria encontrava-se o diamente, rubi, esmeralda, safira e ametista. Todas as outras eram semipreciosas.Hoje em dia consideram-se todas as gemas pedras preciosas. Desde muito cedo na História que foram reconhecidas as propriedades especificas das pedras com efeitos inacreditáveis ( as vermelhas serviam para tratar doenças, as azuis contribuiam para o desenvolvimento espiritual, as amarelas traziam felicidade e as verdes eram o simbolo da força e fertilidade) No tempo dos Faraós acreditava-se no poder curativo e protetor das pedras; na Idade Média os alquimistas também se interessaram pela energia curativa das pedras preciosas. Hoje em dia crê-se que a cada signo está associado a uma ou mais pedras e metais, tendo grande valor a pedra de nascença e todo o simbolismo que acarreta. Existe, também uma forte associação entre as pedras e cristais e os signos das pessoas. Ter-se-à, então feito uma relação signo/pedra e às vezes, também cor inerente e respetivo elemento da Natureza dentro dos 12 signos do zodiaco: Aquário =Turmalina Azul + Turquesa;Peixes =Água Marinha + Ametista;Carneiro =Rubi;Touro = Esmeralda+ Quartzo;Gémeos=Ágata;Carangeijo =Péroloa+ Esmeralda;Leão=Topázio + Diamente;Virgem= Amazonita,Turquesa e Coral;Balança= Quartzo + Turquesa;Escorpião= granada;Sagitário=Sodalita, Lápis Azul e Topázio;Capricórnio = Ónix.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2017


 No final  de cada ano acreditamos sempre que poderemos mudar o rumo das nossas vidas e prometemos a nós mesmos ser mais pacientes, ler mais, acabar com este ou aquele vício, cuidar melhor de nós e da Sociedade, ser tolerantes e um pouco mais altruístas, mas na maioria das vezes o que se consegue é apenas a passagem de  mais um dia, um mês e eis-nos chegados de uma forma espantosamente vertiginosa ao términos do ano, com tudo mais ou menos no mesmo lugar. A celeridade do tempo, movida pelas coisas que acontecem a uma velocidade nunca vista a que geralmente nem damos conta faz-nos "esquecer" tudo o que no limiar do ano em curso esteve patente na nossa vontade e assim continuamos, egoisticamente olhando para o nosso umbigo, admirados pelo passar apressado do tempo como se a Terra encurtasse o seu movimento em volta do sol e  o ano se tornasse insuficiente para a realização /concretização das intenções iniciais do mesmo. Surge, então, uma retrospeção e conclui-se que o ser humano continua fanatizado pelo ódio e ambição desmedida como até aí, ou ainda, pior, inserido numa sociedade sem escrúpulos, pelo   egoísmo, ganância, raiva , inveja, desumanidade e indiferença. As atrocidades sucedem-se:  o deslumbre do poder a prepotência e o querer ser o maior imperam , e o homem, esse  o maior predador da sociedade, cada vez se aproxima mais da autodestruição. Embora a nossa atitude perante as boas vindas ao novo ano seja aparentemente pacífica e ilusória de um mundo melhor, e sendo as festas momentos importantes para o equilíbrio das pessoas, mesmo que se  festeje a vida a cada pequeno sucesso ,o procedimento humano  continuará cada vez mais focado na ansia de atingir num ápice o que paulatinamente e sem atropelos seria possível.

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