Junho sexto mês do calendário Gregoriano pode ser, segundo os Romanos, uma homenagem à deusa protetora da família e dos partos, ou também segundo os mesmos depender do clã romano Junus . Com ele chegam comemorações diversas tais como festas religiosas, culturais, lembranças de cariz ambiental e até mesmo recomendações sobre a conduta humana. Dentro do exposto, encontramos já no limiar do mês, mais propriamente no dia 1 o "Dia Mundial da Criança", ao qual não será descabido associar os dias 4 e 12, apelidados de "Dia Internacional das Crianças Inocentes e Vítimas de Agressão" e "Dia contra o Trabalho Infantil" respetivamente. Pois embora seja reconhecido o dia da Criança a 1 de junho. esta data varia de país para país e disto se faz lembrar a ONU que reconhece o dia da Criança no dia 20 de novembro, data em que foi aprovada a declaração dos direitos da Criança em 1959. Mas o que é relevante lembrar é que todas as crianças, independentemente da raça, condição social, cor, religião e país de origem têm o direito ao afeto, amor, compreensão, proteção, cuidados médicos e tudo o mais que contribua para o seu próspero desenvolvimento físico e intelectual. De lembrar o difícil momento das mesmas pelas atrocidades a que se expõem ou são expostas nos dias de hoje, começando muitas vezes pelas próprias famílias, quer pelas agressões e abusos infligidos quer mesmo pela obrigação da aceitação de um trabalho precoce em deprimência de uma formação escolar. Relativamente às festas religiosas há que lembrar os Santos Populares, nomeadamente o S. António a 13 do mês com o seu ponto alto na cidade de Lisboa, e Vila Nova de Famalicão bem como o S. João principalmente no Porto , Braga, Vila do Conde e Valongo a 24 e ainda o S. Pedro, festa de pescadores na Afurada, Póvoa de Varzim e Montijo. Já quanto à parte cultural será de salientar o dia da Língua Portuguesa, dia de Portugal ou dia de Camões a 10 deste mês. Não esquecer, também, os dias 5 e 8, datas comemorativas do ambiente e preservação ecológica do planeta assim como o dia dos oceanos, assuntos bastante preocupantes e de grande reflexão pelos perigos que daí advirão se medidas urgentes e enérgicas não forem de imediato tomadas. Finalmente há, ainda, a referir o início da segunda estação do ano - o verão - também apelidado de solstício de verão altura do ano em que o sol atinge a maior inclinação em latitude, medida a partir do equador. É a estação preferencial da maioria das pessoas pelo prolongamento dos dias e curtas noites, mas sobretudo por ser neste trimestre que se situam as férias anuais.
terça-feira, 31 de maio de 2016
domingo, 29 de maio de 2016
S. MAMEDE DE INFESTA
UM POUCO SOBRE........
S. Mamede de Infesta elevada a cidade em 12 de julho de 2001 encerra factos curiosos e de valor de um povo que sempre soube defender " com unhas e dentes" toda a sua história e descendência e de onde sobressai um trabalho exemplar e de espirito cívico. Pertence ao concelho de Matosinhos do qual constam mais 9 freguesias. Embora não haja muitos documentos testemunhais das invasões dos povos que por aí se fixaram ou passaram, e poder-se-ão citar os celtas, romanos, vândalos, suevos muçulmanos, apenas se encontram vestígios, insignificantes, é certo, dos fenícios e dos romanos dos quais, ainda podemos notar no cemitério um base em pedra oriunda dos mesmos. A etimologia de S.Mamede de Infesta deriva das antigas formas gregas ou latinas Màmmás ,Mánnés, Mánétés ( curiosidade interessante: alguns filósofos galegos associam este nome a um santo de seu nome San Maomet, existente no sul dos Pirineus, mais propriamente em Carcasona, conhecida pela existência da habitabilidade dos Cártaros e que corresponde ao S. Mamede venerado aqui em Portugal).Existem várias lendas e até alguns mitos rodeando este Santo, que se foram perpetuando e solidificando ao longo dos séculos e que não deixam esquecer o Mártir S.Mamede.
S. Mamede foi palco de alguns acontecimentos históricos, nomeadamente durante a 2ª invasão francesa que sob o domínio do General Soult se ocupou e mais os seus soldados de uma casa, térrea de um só piso e que se situa na esquina da Rua de Santos Dias com a da Corujeira. Para assinalar tal presença, o atual proprietário da mesma e neto do parente que no tempo aí habitava colocou na parte exterior da mesma um azulejo do qual consta a estada do general aí mesmo de 27 a 29 de março de 1809.Ainda subsistem alguns testemunhos dessa época, razão pela qual está em vista a organização de um museu. Após a permanência destes dias o exército francês marchou sobre a cidade do Porto, do que resultou o infausto acontecimento da Ponte das Barcas.Há, ainda, a referir outro ponto histórico - As Lutas Liberais(1828-1843) - que protagonizaram diversos movimentos militares durante o Cerco do Porto; os miguelistas estabeleceram um forte em S. Mamede de Infesta, onde estiveram várias vezes na Quinta da Ponte da Pedra. Este local é também assinalado pela praia aí existente, procurada pela elite que aí ia a banhos. Era um polo de atração para a classe rica e intelectual do Porto. Há vários escritos sobre o mesmo e é de notar também o desacato provocado por C. Castelo Branco que deu muito mas muito mais tarde origem à memória uma cena assaz desagradável ocorrida nesse lugar e em que são referidas "bengaladas". Hoje S. Mamede perdeu muito do seu tipicismo, desapareceram quintas importantes, meios de transporte peculiares, como o Ripert, um serviço público dos finais do sec. XIX que ligava S. M. de Infesta à Praça da Liberdade no Porto. É uma cidade populosa, com prédios de traça moderna a que vulgarmente se chamam "dormitórios".
quinta-feira, 26 de maio de 2016
DICA DA SEMANA
O semanal em referência, distribuído gratuitamente, mas com o intuito de evidenciar certas promoções e apresentar alguns artigos de interesse público, nomeadamente anúncios, engloba também uma Crónica que sendo muito heterogenia pelos assuntos que aborda não obsta a que muitas vezes o leitor siga o raciocínio do " penso, logo existo ". Este pensamento descartiano, leva-nos por analogia a pensar também pelo facto da muita ironia e cinismo( no bom sentido) estarem patentes em alguns artigos, no filósofo mais cínico da Antiguidade - Sócrates-. Mas esta semana, li e reli com assentimento de cabeça, o tema focado, a saber: - Extinção das Escolas Industriais e Comerciais - Numa altura em que tanta polémica se gera à volta do ensino público/privado, este assunto não poderia ser mais bem encaixado. Talvez pela adiantada idade e consequentemente ter vivido e estudado numa época mais prática ( sim, porque nem só de cursados a Sociedade precisa) não concordo nem nunca concordei com a abolição do ensino empírico e deste desaparecimento estamos todos padecendo. Não temos uma classe que dignamente ajude com a sua profissão, e que tanta falta faz. Temos, sim, um bando de "experts" improvisados que, valendo-se da seu arrojo ,determinação e pseudo- competência se atrevem a suprir as necessidades de que as pessoas se revestem no tocante a mão de obra. Talvez, estejam certos, talvez estejamos a viver uma época do "usar e deitar fora". Quem sabe, se sou eu que estou enganada e vejo o assunto com uma certa obsolência.
segunda-feira, 16 de maio de 2016
dia da hipertensão
DIA 17 DE MAIO
Há assuntos que embora muitas e muitas vezes referidos, escapam por incuria, falta de compreensão ou mesmo por “conveniência” às pessoas independentemente das causas nefastas de que se envolvem..Neste contexto encontram-se inseridos temas de vária ordem, mas há que reparar principalmente nos de Saúde. É o caso da hipertensão arterial ( HTA) que será particularmente referida no dia 17 de maio e que se verifica sempre que há um excesso crónico de pressão de sangue nas... artérias.O coração fica em esforço,aumenta a massa,tornando-se maior instalando-se assim a chamada hipertrofia que com o tempo poderá provocar arritmias, angina de peito ou insuficiência cardíaca.Uma tensão alta afeta vasos, cérebro rins e coração.Estima-se que 20% da população portuguesa sofra desta maleita. Há várias causas para este grave problema,como a hereditariedade, idade, obesidade, tabaco, álcool, alimentação desequilibrada,consumo de sal,sedentarismo e stress. De referir que uma mudança de estilo de vida, dando importância à pratica de desporto ( não violento) ou exercício físico aliados à absorção dos alimentos “amigos” da doença: laranja,couve,alho,chocolate preto, salmão,atum,sardinha,lentilhas e romã,poderá tornar-se um grande bem para os doentes. A Organização Mundial de Saúde aconselha e insiste constantemente para que todos meçam a tensão arterial regularmente , pois sendo uma doença silenciosa, pode desplotar inesperadamente, embora alguns sinais para o caso alertem como: dores de cabeça sobretudo na região occipital,vertigens, zumbidos, distúrbios visuais e num estado mais avançado até desmaios.Portanto um regular rastreio deve ser tomado em consideração. AMEMOS O ORGAO VITAL DO NOSSO ORGANISMO.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
DOÇARIA CONVENTUAL
É sobejamente conhecido o prestígio atribuído a Portugal pela sua bela gastronomia ,na mesma inclusa, as sobrermesas. Mas estas têm quase toda a sua influência nos conventos e mosteiros portugueses do sec.XVI período em que o açucar entrou na tradição gastronómica dos conventos pois até aí usava-se o mel. Por este facto se instituiu o designação de Doçaria Conventual. A lista de doces conventuais é extensa e abrange todas as regiões de Portugal. Saliente-se, ainda, que a confecção de um determinado doce pode variar consoante a região, e o convento de origem. Existem numerosas designações algumas mesmo curiosas como os “papos de anjo”, “barrigas de freiras”, “portas do convento”, “pescoços de freira” e afins .Outras designações determinam a região da sua nascença como : pasteis de Sta Clara,pasteiis Tentúgal, pasteis de Belém, Palha de Abrantes, Sericaia etc. Mas dentro de toda esta panóplia “gustativa” há que mencionar os tão conhecidos e apreciados Ovos Moles de Aveiro que foi o primeiro produto nacional de doçaria a obter a distinção por parte da UE.Trata-se de um doce regional, tradicional da pastelaria aveirense, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras dos vários conventos aí existentes até ao século XIX ou sejam dominicanas, franciscanas e carmelitas,e também ao Mosteiro de Jesus de Aveiro. As religiosas utilizavam a clara de ovo para engomar os hábitos, confeção de hóstias,clarificação de vinhos enquanto que as gemas, para que não fossem desperdiçadas, se destinavam à feitura do doce. Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras.A apresentação desta iguaria é comercializada sobretudo em barricas de madeira pintadas no seu exterior com barcos moliceiros, característicos desta zona , e bem assim com outros motivos da Ria de Aveiro. Existem também outras apresentações como elementos marinhos, a saber: ameijoas,peixes,bateiras, conchas búzios e o que a imaginação mais desperta nos Cagareus, que muito orgulho têm no seu espaço geográfico e em concreto nesta única e saborosa iguaria portuguesa.Existem, também, os ovos moles de chocolate ( conhecidos por ovos moles pretos) que só em fim de 2015 regressaram ao mercado.
De notar que em tempos, quando todos os comboios, sobretudo os da linha do Norte aí paravam numerosas raparigas, vestidas com um traje apropriado tentavam vender esta especialidade gastronómica às pessoas que se encontravam nos comboios.
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