O semanal em referência, distribuído gratuitamente, mas com o intuito de evidenciar certas promoções e apresentar alguns artigos de interesse público, nomeadamente anúncios, engloba também uma Crónica que sendo muito heterogenia pelos assuntos que aborda não obsta a que muitas vezes o leitor siga o raciocínio do " penso, logo existo ". Este pensamento descartiano, leva-nos por analogia a pensar também pelo facto da muita ironia e cinismo( no bom sentido) estarem patentes em alguns artigos, no filósofo mais cínico da Antiguidade - Sócrates-. Mas esta semana, li e reli com assentimento de cabeça, o tema focado, a saber: - Extinção das Escolas Industriais e Comerciais - Numa altura em que tanta polémica se gera à volta do ensino público/privado, este assunto não poderia ser mais bem encaixado. Talvez pela adiantada idade e consequentemente ter vivido e estudado numa época mais prática ( sim, porque nem só de cursados a Sociedade precisa) não concordo nem nunca concordei com a abolição do ensino empírico e deste desaparecimento estamos todos padecendo. Não temos uma classe que dignamente ajude com a sua profissão, e que tanta falta faz. Temos, sim, um bando de "experts" improvisados que, valendo-se da seu arrojo ,determinação e pseudo- competência se atrevem a suprir as necessidades de que as pessoas se revestem no tocante a mão de obra. Talvez, estejam certos, talvez estejamos a viver uma época do "usar e deitar fora". Quem sabe, se sou eu que estou enganada e vejo o assunto com uma certa obsolência.
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