segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2017


 No final  de cada ano acreditamos sempre que poderemos mudar o rumo das nossas vidas e prometemos a nós mesmos ser mais pacientes, ler mais, acabar com este ou aquele vício, cuidar melhor de nós e da Sociedade, ser tolerantes e um pouco mais altruístas, mas na maioria das vezes o que se consegue é apenas a passagem de  mais um dia, um mês e eis-nos chegados de uma forma espantosamente vertiginosa ao términos do ano, com tudo mais ou menos no mesmo lugar. A celeridade do tempo, movida pelas coisas que acontecem a uma velocidade nunca vista a que geralmente nem damos conta faz-nos "esquecer" tudo o que no limiar do ano em curso esteve patente na nossa vontade e assim continuamos, egoisticamente olhando para o nosso umbigo, admirados pelo passar apressado do tempo como se a Terra encurtasse o seu movimento em volta do sol e  o ano se tornasse insuficiente para a realização /concretização das intenções iniciais do mesmo. Surge, então, uma retrospeção e conclui-se que o ser humano continua fanatizado pelo ódio e ambição desmedida como até aí, ou ainda, pior, inserido numa sociedade sem escrúpulos, pelo   egoísmo, ganância, raiva , inveja, desumanidade e indiferença. As atrocidades sucedem-se:  o deslumbre do poder a prepotência e o querer ser o maior imperam , e o homem, esse  o maior predador da sociedade, cada vez se aproxima mais da autodestruição. Embora a nossa atitude perante as boas vindas ao novo ano seja aparentemente pacífica e ilusória de um mundo melhor, e sendo as festas momentos importantes para o equilíbrio das pessoas, mesmo que se  festeje a vida a cada pequeno sucesso ,o procedimento humano  continuará cada vez mais focado na ansia de atingir num ápice o que paulatinamente e sem atropelos seria possível.

,
 

Sem comentários:

Enviar um comentário