sábado, 2 de julho de 2016

MUSEU DA FARMAICIA

Foi sempre da ambição de todos os farmacêuticos portugueses a existência de um local onde a história e desenvolvimento  da origem da doença e descobertas para a tentativa da sua eliminação estivessem patentes. Assim, em 1981 com a doação da coleção particular do Dr. Salgueiro Bessa à  Associação Nacional de Farmácias, começou-se a esboçar a esperança de um local onde se iriam  expor  explicações, acessórios e peças representativas do que foi a medicina ao longo  dos tempos. Em 1996 nascia então o Museu da Farmácia onde se  pode acompanhar a história da humanidade desde o paleolítico aos nossos dias,  existindo objetos que relacionam a interpretação da doença, a cura e o papel da farmácia e farmacêuticos através do tempo ,quer seja pela observação de frasquinhos e caixas de medicamentos de várias épocas, como por peças  que contam a sua própria história, não esquecendo o uso das farmácias ambulantes. Muitos objetos  foram doados pelos antigos proprietários e todo o espólio aí existente define ambientes verdadeiros. È notável os objetos de raro valor histórico, artístico, antropológico oriundo de civilizações distantes, como a Mesopotâmia, o Egipto, a Grécia, Roma, os Incas, os Astecas, o Islão, a Africa, o Tibete e a China, entre outros. No Porto este museu pode ser visitado na Zona Industrial ( Ramalde), onde além de todas as relíquias já citadas se pode encontrar, na integra, a reconstituição da antiga Farmácia Estácio. Uma das particularidades desta farmácia e que até certo ponto, não se esvai da  memória deve-se ao facto de nos finais dos anos 40 aí aparecer a celebre balança falante tornando-se um ex-libris da baixa portuense da época, e atraindo grande afluência. Infelizmente em 1975 um incendio de grandes proporções na rua Sa da Bandeira atingiu esta farmácia e destruindo grande parte do seu interior a  célebre balança desapareceu. Outra preciosidade é a Farmácia Islamica,  que existia  um palácio do Império Otomano, localizada em Damasco no sec.XIX. e onde terá funcionado um centro de ensino e uma botica. É uma sala quadrangular ricamente decorada com elementos ligados aos hospitais e universidades da área da saúde. Representa bem a cultura islâmica, sendo de salientar que o conceito de farmácia moderna surgiu no Islão, em Bagdad no sec. VIII.De referir, a propósito que as palavras almofariz, alambique ou química vêm do mundo árabe.   A sus existência era essencial tanto para os residentes tanto como para as populações das zonas limítrofes e palácios Estava organizada em duas fases: biblioteca medico- farmacêutica e a área dedicada à conservação dos medicamentos. Esta peça antes de chegar a Portugal encontrava-se na Inglaterra; de referir que se encontra totalmente intocável. Nas vitrinas dos vários expositores além de peças absolutamente impares e genuínas, há a fazer um reparo para a existência de um mosquito com milhares de anos conservado em âmbar. Paralelamente a toda esta panóplia evolutiva no que concerne  a origem da vida e da doença, poder-se-á encontrar num mural mais recente descobertas a avanços científicos decorridos no sec. XX p.e : a utilização do laser, descoberta das células estaminais embrionárias, sequência do DNA e da sus estrutura molecular, transplante do rim e coração, a TAC, pilula contraceptiva , sulfanilamidas, cura da tuberculose com a estreptomicina, o PAS- ácido para-amino salicílico etc.
 Pela importância de que se reveste este museu à época os Correios de Portugal dedicaram-lhe uma emissão de selos com imagens de algumas peça.
 Com a capacidade de invenção que os atuais meios oferecem ao Homem, e o seu constante afã e entusiasmo para a descoberta dos atuais flagelos profiláticos,  é de crer que em breve novos progressos serão de  salientar. Que os mesmos sejam rápidos.

 








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