Por muito que se calcorreie a região de lendas e tradições da zona vinhateira do Douro, há sempre um pequenino e bonito pormenor que na passagem anterior se nos escapou ou que talvez nessa momento ainda lá não se encontrasse. Daí o interesse manifestado pela reincidência de uma visita de quando em vez a esta região edílica orgulho de todos os seus habitantes e onde a agricultura se considera arte de assisitir impassível ao trabalho da Natureza. Não será de surpreender o impac...to que este local exerceu sobre pessoas de relevante valor nas artes da escrita, onde seria um sacrilégio não se mencionar, entre outros, Miguel Torga e o grande Eça de Queirós; o audaz Marquês de Pombal que mudou a situação económica da região, assim como a grande empresária Antónia Adelaide a “Ferreirinha” notável altruísta e defensora contibutiva da praga que assolou o cultivo das vinhas: a filoxera. Embora alastrada por larga superfície duriense, foi em Alijó, mais propriamente em Favaios,que tal praga suscitou grande apreensão, mas também onde foi mais depressa dizimada.Também o Conde Barão de Forrester. deixou o seu nome vinculado a esta região. Aqui se situa a Quinta da Avessada, muito conhecida pelo seu moscatel e onde se encontra um museu que divulga de forma inteligente a cultura local duriense. Trata-se da primeira Enoteca interactiva dotada de um sofisticado sistema de multimédia e audiovisual que transporta o visitante a uma época ancestral, tendo recebido em 2010 o prémio “Best of Wine Tourism”. Não tem produção em nome próprio e todo o resultado da vindima dos seus 25 hectares é encaminhado para a Adega Cooperativa de Favaios.Fica situada em pleno coração da Região Demarcada do Douro circunscrita por vinhedos e culturas durienses. Aí são vivenciadas representações etnográficas, memórias fotográficas ilustrando diferentes épocas relacionadas com o vinho. Já quanto aos jardins da quinta admira-se a extraordinária paisagem sobre o Vale do Douro e cuja localização a 600mts de altura imprime um sentimento de deslumbre e de impotência face à Mãe Natureza.Além de uma situação geográfica, quase impossível de descrever, deve-se enfatisar o facto da continuação de uns certos costumes gastronómicos e aqui far-se-à um destaque para a confeção da sopa nos potes de louça preta que são um ex-libris da cozinha da região.Também um reparo muito sentido para a alegria esfusiante manifestada pelos cantadores e batedores de bombo que tão bem e ougulhosamente sabem dar as boas vindas a quem os visita. Abençoada região, abençoada gente!
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