Inicialmente na Catalunha a 5 de abril de 1926, modificado em 1930 para 23 do mesmo mês , só em 1995 a Unesco decidiria fixar definitivamente o” Dia Mundial do Livro” e Direitos de Autor para o dia 23 de abril. Esta data coincide precisamente com o mês e ano das mortes de Miguel Cervantes e William Shakspeare razão mais que suficiente para respeitar e perpetuar a obra daqueles que pela escrita contribuiram para o progresso social e cultural da Humanidade. Mas este re...cordar vai mexer com certas opiniões quando o suporte digital pretende ocupar um lugar de destaque em detrimento do “velho” livro. Elaboram-se inquéritos, sonda-se a opinião das mais diversas classes etárias, sociais e posicionais e fica-se com a impressão que para já o livro como produto intelectual apresenta uma certa preferência. Manusear um livro transmite uma maior força de posse, uma pertença bastante subjetiva, um poder mais interessante de reflexão, uma sensação mais “quente” de aprendizagem. Também é bastante aliciante para a iniciação das crianças pelas representações vivas e apelativas, tornando assim uma aprendizagem concreta, talvez mais fácil e entusiasmante, podendo as mesmas testar a sua capacidade imaginativa sempre que os mesmos são propícios a construir imagens coloridas e não só.O livro tem ainda, entre outras, a vantagem de representar um bom presente. Também pegar num livro utilizá-lo de acordo com o que se deseja como sublinhados , anotações e confrontos laterais traz todo aquele aspeto enraizado na humanidade e que esperemos não sucumba. Sendo, sem dúvida alguma ,o Livro um produto de cultura lamenta-se o seu elevado custo o que muitas vezes o torna inacessível para muitas pessoas. De lembrar que há muito poucos dias ( 15-04) nos deixou Alberta Menéres a “Ulisses “ portuguesa que marcou leitores de todas as idades.

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